Quando temos uma perda é muito difícil digerir a situação.
Não é uma coisa para qual estamos preparados.
Normalmente associamos as perdas ao fracasso, quando nem sempre uma coisa está ligada a outra.
Não acho que tenhamos que ver através dessa ótica, não devemos nos sentir como se tivéssemos perdido uma pessoa importante.
Se ela foi ou é realmente importante deixou coisas boas e isso é o que se deve cultivar, os aspectos positivos dos relacionamentos.
Não são as pessoas que passam, mas a vida que segue seu caminho natural.
Por um lado é bom.
Se a vida fosse uma coisa permanente e imutável não haveria o crescimento interior.
Hoje nos encontramos, amanhã sempre vem um afastamento que vejo como temporário e, como tenho uma visão reencarnacionista, acredito que mais cedo ou mais tarde nos reencontraremos.
O essencial é que durante os momentos que vivemos próximo a alguém tenhamos podido acrescentar alguma coisa, que possamos ter criado vínculos positivos.
Mas também não é só com as pessoas, mas com tudo.É imprescindível que tenhamos consciência de cada momento, por mais doloroso que isso possa parecer.
Temos que ter consciência do sabor da comida ou bebida que consumimos, temos que ter consciência do ar que respiramos, do que dizemos e como dizemos.
Temos que saber ouvir e diferenciar ouvir de escutar.
Ao pisar na grama ou na areia, ao vestir uma roupa ou se despir para o amado, a consciência do momento é essencial.
Olhar uma flor com suas nuances de formas e tons, as cores das paredes de nossa casa com atenção, bem como a decoração e,ver o outro com olhos atentos, também é importante.
Ao se ver no espelho ter olhos atentos e generosos.
Saber olhar e saber separar a vontade do desejo na hora de alimentar.
Saber o momento exato de estender a mão ou de saber recolher na hora certa.
Discernir a hora de falar do momento de silencio.
Conhecer e planejar cada passo que se queira dar na vida.
Há coisas que depois de feitas não se tem como voltar atrás.
Não alimentar idéias mirabolantes, mas sem nenhum resultado prático.
Saber que ter um ideal não é querer viver uma fantasia.
As pessoas se acostumam a viver a vida por viver, sem consciência do momento e sem perspectivas do futuro.
Quando vislumbram a possibilidade de alguém lhe fazer feliz, agarram-se a isso como se fosse uma tábua de salvação, sem ao menos avaliarem se vai ser realmente uma coisa boa.
E, se não sai exatamente da maneira como almejaram sentem-se como se tivesse tido perdas enormes.
Transferem para o outro a responsabilidade por trazer a felicidade, quando ser feliz é, mais do que um direito, um dever, cuja responsabilidade é exclusiva e de inteira responsabilidade de nossa parte, que cabe - a cada um de nós - assumir integralmente.
Carlos E. Bronzoni
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